Nesta terça-feira (18), o governo Lula oficializou uma proposta que promete revolucionar a vida de milhões de brasileiros: a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil mensais.
A medida, que deve entrar em vigor a partir de 2026, após aprovação pelo Congresso Nacional, representa um avanço significativo na política tributária do país, beneficiando 90% da população brasileira.
Neste artigo, vamos explicar detalhadamente como a proposta funciona, seus impactos na economia e na vida dos trabalhadores, além de responder às principais dúvidas sobre o tema.
Atualmente, a faixa de isenção do IR está fixada em R$ 2.824 mensais. Com a nova proposta, essa faixa será ampliada para R$ 5 mil, o que significa que milhões de trabalhadores deixarão de pagar imposto sobre a renda. Essa é a maior reforma na tabela do IR da história recente do Brasil.
Evolução da faixa de isenção do IR (2015-2026):
A proposta visa beneficiar principalmente a classe trabalhadora, que sente o peso dos tributos no orçamento familiar. De acordo com o relatório divulgado pela Secom, a mudança trará os seguintes impactos:
A redução do Imposto de Renda não só beneficia o trabalhador, mas também tem um impacto positivo na economia como um todo.
Com mais dinheiro no bolso, as famílias tendem a consumir mais, movimentando o comércio e os serviços. Segundo a Secom, a medida deve injetar bilhões de reais na economia, gerando um ciclo virtuoso de crescimento.
A ampliação da faixa de isenção resultará em uma redução da arrecadação da União da ordem de R$ 25,84 bilhões em 2026. Para compensar essa perda, o governo propõe a tributação mínima das altas rendas, que afetará apenas 0,13% dos contribuintes (cerca de 141,4 mil pessoas).
Quem já paga a alíquota correta não terá que pagar mais impostos. A ideia é ajustar as contas públicas. A Secom destaca que essa medida não cria um novo imposto, mas corrige uma distorção histórica, garantindo que pessoas com altos rendimentos contribuam de forma mais justa.
Perguntas frequentes sobre a isenção do IR
Não. Estados e municípios não perderão arrecadação com a nova regra. A redução na retenção de IR na fonte será compensada pelo aumento do consumo, que eleva a arrecadação de impostos como ICMS e ISS.
Não. A proposta mantém as alíquotas progressivas para quem ganha acima de R$ 7 mil, sem aumento de tributos. Apenas as altas rendas (acima de R$ 50 mil/mês) serão afetadas pela tributação mínima.
A proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para entrar em vigor em 2026. Caso aprovada, será uma mudança permanente na tabela do IR.
Fonte: REVISTA FORUM