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POR QUE SOMOS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO BNDES, DA CAIXA E DO BANCO DO BRASIL

29/11/2018


Sem bancos públicos o país seria mais carente de infraestrutura no Brasil, uma parte dos investimentos em infraestrutura tem ficado a cargo dos governos municipais, estaduais e federal. No entanto, em muitos setores, há interesse da iniciativa privada, tal como em geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; em construção e operação de estradas; em operação de serviços de transporte de carga sobre trilhos; e outros. Nesses casos, quando o setor privado deseja investir em infraestrutura, a oferta de financiamento tem sido feita principalmente pelos bancos públicos, em especial, pelo BNDES. No Brasil, bancos privados não se interessam porque os volumes são altos e o prazo de retorno é muito maior. Fica claro que têm interesse somente no lucro.

BANCOS PÚBLICOS  não existem só no Brasil. Há bancos públicos em quase todo o planeta: em países desenvolvidos e em desenvolvimento. Estudo de Nicholas Bruck, intitulado “O Papel dos Bancos de Desenvolvimento no Século XXI”, identificou que existem mais de 550 bancos de desenvolvimento espalhados em 185 países.

Esses bancos se assemelham ao BNDES. Mas, há bancos comerciais - com agências e correntistas -, tal como o Banco do Brasil e a Caixa, mundo afora também. São exemplos: a Caixa Geral de Depósitos, em Portugal, e o Banco del Estado de Chile.

A eficiência de um banco público ou privado deve ser avaliada sob critérios objetivos relacionados às suas funções básicas. Mas bancos públicos, exatamente porque são públicos e não atendem aos interesses somente dos seus clientes e acionistas, também devem ser avaliados por critérios que vão além dos números que aparecem em suas demonstrações contábeis.

Não podemos admitir que se entregue esse bem precioso, como fizeram com a Vale do Rio Doce. E é com imensa preocupação que as entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal acompanham o anúncio de que o sócio e diretor do Banco Brasil Plural, Pedro Guimarães, será o presidente da CAIXA.

O Brasil Plural é o principal credor no processo de recuperação judicial da empresa Ecovix, na qual Caixa e Banco do Brasil também são credores. É evidente, portanto, a incompatibilidade, por conflito de interesses, de um sócio-diretor do Brasil Plural ocupar qualquer cargo de gestão nos bancos federais.

Além do evidente impedimento, pesa contra a empresa de Pedro Guimarães a suspeita de envolvimento na supervalorização artificial registrada pelo FIP Florestal, fundo do qual a Brasil Plural é gestora. A operação causou prejuízos à Funcef e à Petros e está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal no âmbito da Operação Greenfield.

Esses motivos tornam a indicação de Guimarães extremamente temerária e suspeita, para muito além dos interesses privatistas os quais, ademais, jamais foram mantidos em segredo.
É importante lembrar que a Caixa pertence a população brasileira. A CAIXA mantém hoje a melhor estrutura de capital entre todos os bancos brasileiros, já alcançou este ano o maior lucro da sua história, vem sendo administrada nas últimas gestões por empregados de carreira e continua sendo o banco essencial para a sociedade.  Por isso tudo NÃO VAMOS ADMITIR A SUA PRIVATIZAÇÃO.

Fonte: FEEB.PR

 




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